A Ferrovia é integrada à Rede Ferroviária Federal S.A. – RFFSA

Depois da fracassada experiência inglesa, em 1902, quando o Governo encampou a Ferrovia e só restou o transporte de passageiros, em sua maioria italianos. Com os prejuízos tidos com a enchente de 1887, e que acarretaram em muitas reformas. E a crise de 1890, onde a exploração de carvão entrou em crise, entre muitas outras. Chegam ao fim, em 1940, as concessões do Governo, afinal a ferrovia, sempre oscilou entre altos e baixos, como o carvão nacional.

Buscando encontrar uma saída para tantos problemas, o Governo teve mais que uma simples ideia, ao congregar as ferrovias numa única entidade, teve o desejo de impedir que às mesmas tomassem rumos diferentes. E para isso criou a RFFSA, que com medidas saneadoras sob todos os prismas mais rígidas, onde velhos erros fossem banidos e outras normas viessem inaugurar caminhos até então jamais palmilhados.

Com isso, em 30 de setembro de 1957, a "Teresa Cristina", integrada RFFSA, viu inaugurar um novo ciclo em sua existência. Nesta época, a Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina, com sede em Tubarão, possuía 264 km de linhas principais e ramais, com 37 locomotivas a vapor, 37 carros, 996 vagões de carga e outros diversos. A Rede Ferroviária Federal S.A., RFFSA, foi criada em 1957 pela consolidação de 18 ferrovias regionais, uma sociedade de economia mista, controlada pelo Governo Federal, vinculada ao Ministério dos Transportes.

A Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina constituiu-se numa de suas unidades operacionais, mantendo a sua identidade. Em 1969 passou a ser a 12ª Divisão, afeta ao Sistema Regional Sul – Vinculada à Superintendência Regional de Porto Alegre. Seguiram-se outras reformas administrativas, que acabaram por constituí-la na Superintendência Regional de Tubarão (SR-9). Dessa forma, a SR-9 é sucessora direta da antiga Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina.

Após ter sido definido um modelo de privatização para a RFFSA pelo Conselho Nacional de Desestatização, após estudos promovidos pelo BNDES, agente executor do programa, a Superintendência Regional de Tubarão foi a leilão na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro no dia 26/11/1996 e passada ao novo concessionário, a Ferrovia Tereza Cristina S.A., no dia 01/02/1997, iniciando-se uma nova fase na gestão da ferrovia.

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