Solução eficiente para carvão no Sul do Estado

04/06/2018


Inaugurada em 1884 para o transporte de carvão de Lauro Müller aos portos de Laguna e Imbituba, a malha ferroviária do Sul catarinense se expandiu até a década de 1940, quando o ramal chegou a Siderópolis e Treviso. Depois disso, a estrada de ferro da região não cresceu mais.

Mesmo sendo o menor corredor ferroviário do Brasil, com 164 quilômetros de extensão, a ferrovia garante transporte a custos competitivos para a indústria carbonífera da região Sul.

– Um trem transporta até 1,1 mil toneladas de Criciúma a Tubarão com 180 litros de diesel. Um caminhão gasta de 30 a 40 litros para transportar 27 toneladas – calcula Abel Passagnolo Sergio, gerente de transporte da Ferrovia Tereza Cristina S.A. (FTC), concessionária da malha no Sul.

Com 10 locomotivas e 447 vagões, a FTC leva aproximadamente 200 mil toneladas por mês dos pontos de extração de carvão até o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo. O trem também costuma carregar 60 contêineres por dia entre o Porto de Imbituba e o Terminal Intermodal Sul. Se houver demanda, conforme Sergio, a ferrovia está pronta para transportar até 350 mil toneladas de carvão por mês e multiplicar por 10 a quantidade de contêineres transportada ao dia. 

Para ampliar os serviços, a FTC conta com a ligação do ramal à malha ferroviária nacional, por meio da Ferrovia Litorânea, que ainda não saiu do papel. Ela será uma alternativa para diminuir o custo do transporte de cerâmica, granéis agrícolas e minerais, fertilizantes, metalúrgicos e siderúrgicos, produtos frigorificados, madeiras e contêineres.

A possibilidade de ver concluída a ligação de Imbituba a Araquari antes de 2027, quando acaba a concessão, tornou-se remota diante da morosidade com que o assunto tem sido tratado pelo governo federal. Na última semana, contudo, a FTC renovou as esperanças diante das paralisações. 

Fonte: Diário Catarinense